It's what people end up getting along with in this speeding world.
I'm done talking now. Here's your pretty picture:
8 de junho de 2010
6 de junho de 2010
Aderir a um clube de futebol nos tempos que correm
Não é novidade para quem segue este blogue (umas estóicas duas ou três pessoas) que não tenho especial simpatia por nenhum clube de futebol; não sou sócio nem adepto. Dito isto, já fui simpatizante do Sporting, na altura em que o Paulo Bento lá estava. E desde que ele se foi embora, regressei à minha condição de espectador algo atento de todo o futebol, sem especiais simpatias por ninguém.
A pessoa que mais gostava de futebol lá em casa era o meu avô, mas ele morreu cedo, na minha infância, e o meu pai, embora interessado nas artes futebolísticas, nunca demonstrou uma grande paixão por esta modalidade, nem clubismo de qualquer espécie. Não tenho por isso um passado que me influencie num ou noutro sentido.
Mas se o passado é importante, o presente também o é, e eu nunca abdico de pensar pela minha cabeça, ao ponto de cometer muitas asneiras na minha pretensa sabedoria (leia-se ignorância), mas sempre com o propósito de aprender mais.
Ora, não descontando os papéis da genética e da formação familiar inicial, posso afirmar que, observando o fenómeno do futebol, o que eu quero mesmo é assistir a bons jogos.
Coisa que, curiosamente, os clubes em Portugal quase sempre insistem em não nos providenciar. Ficamo-nos pelo produto de segunda categoria que é assistir a acaloradas discussões entre treinadores de bancada que acham que o árbitro é um gatuno (parece que os há) ou que, depois de terem visto o lance vinte vezes, de cinco ângulos diferentes e em câmara lenta no conforto da sua cadeira, não havia maneira de o árbitro não ter visto aquela falta (escandaloso!). Ah, e nos últimos tempos até tivemos direito a ouvir umas deliciosas escutas entre árbitros e dirigentes no Youtube, algo que, ao contrário da SportTV, até é um espectáculo gratuito, mas de igual qualidade...
Ora bem, para mim, espectador, o futebol devia ser um jogo. Sim, um jogo. Uma competição saudável e uma forma de passar os tempos livres. Algo que as pessoas não levassem como a razão da sua existência, nem mesmo ainda que apenas durante o jogo ou nos momentos após. Sabem aquelas pessoas que ficam com um melão depois de o seu clube perder ? Até isso me parece um pouco exagerado. Depois há os hooligans, nome estrangeiro pomposo que até nem lhes faz jus, mas que é uma benesse que lhes confiro, hoje que estou bem disposto.
Mas vamos ao que interessa: como pessoa que sou e não uma qualquer espécie de Deus, não faço a menor ideia do que vai na cabeça de um adepto. Não sei, principalmente, no que o faz ser adepto deste ou daquele clube, algo que não seja tradição familiar ou do grupo de amigos. No fundo, sinto-me uma mulher.
É que nos dias que correm, uma equipa tanto tem jogadores de uma nacionalidade como de outra, tanto são transferidos de uma equipa para a sua rival, tanto o treinador é desta como daquela ao atravessar da rua. Um presidente de um clube tanto é adepto como gestor, e hoje está aqui e amanhã está ali.
O que é que define na sua essência um clube de futebol ? As glórias passadas ? Mas porquê ? Os grandes nomes que estão associados a determinado clube ? Sim, parece-me razoável, mas chega ? É que eles não definem nada no clube. A proximidade geográfica (é o clube lá da terra) ? Sim, mas se tudo muda como disse há pouco, e apenas ficam os tijolos e o telhado, o que é que isso interessa, ou, melhor, significa ?
O que é que leva as pessoas a serem de um clube, a apaixonarem-se por uma abstracção volátil que ninguém sabe muito bem onde ancorar ? Será mesmo das tradições familiares ? "Olha, na minha família são todos benfiquistas, nasci e cresci a assistir com a minha família e a torcer por este clube, afeiçoei-me. Pronto." Pois, é bem capaz de ser isto, acima de tudo.
É assim uma espécie de homenagem inconsciente ao nosso desenvolvimento enquanto pessoas, à nossa família, àqueles que nos dizem algo, que nos são queridos, às quais vamos buscar pontos de referência para nos situarmos no mundo. Todos precisamos de uma certa segurança, de um cantinho com que nos identifiquemos.
O que eu lamento é quando nada disto é pensado, mas apenas automatizado. Por estranho que pareça, a emoção que se sente por um clube é aqui, neste exemplo, fruto de uma mecanização, enraizada desde criança. Não deve haver pior emoção do que uma que é mecanizada.
E se há coisa que eu gostava que não acontecesse é os pais dizerem com orgulho "O meu filho ainda não tinha nascido e já o tinha inscrito como sócio do clube". Uma coisa é vibrar com os jogos, levar os filhos ao futebol, e mostrar quais as equipas que existem e as diferentes modalidades, outra bem diferente é filiar mais um. Todos sabemos que isso não é justo para a formação das escolhas e distorce a concorrência! Além do que é perfeitamente dispensável. Ninguém precisa de futebol para viver. E no entanto era bom que se pudesse ter a 'máquina por formatar' quando pudermos fazer as nossas escolhas no que não é essencial.
Mas, dizia eu, se por um lado temos os laços afectivos/familiares que nos ligam a determinada opção, ainda que involuntária e inconsciente, por outro temos o mundo globalizado, com liberdade de movimentos, e eu pergunto: esta ligação afectiva ainda faz sentido, mesmo para quem não pense muito no porque é que acredita ?
Qual é a ideia que um adepto do Chelsea tem ? O clube é detido por um russo, teve um treinador vindo de fora, português, que os levou a ganhar o campeonato pela primeira vez em 50 anos, com um plantel em que figuravam - ainda figuram - portugueses, ingleses, brasileiros, alemães. Depois os treinadores vão-se embora mais ano menos ano, chega outro, que imprime um estilo diferente, alguns jogadores são transferidos, até que às tantas são quase todos diferentes, e às tantas, o dono, que tanto tem um clube de futebol, como um iate de 30 metros, um dia pode passar o clube para outras mãos.
Que identidade há nisto ?
Eu percebo perfeitamente quando alguém me diz que é adepto do Manchester United: o Sir Alex Fergusson é treinador do clube desde 1986. Há uma linha condutora. O mesmo quando alguém me diz ser adepto do Futebol Clube do Porto, dirigido por Pinto da Costa desde 1982.
Em todos os outros clubes o sentimento de pertença acaba por desvanecer-se, digo eu.
Eu sei que se todos fossem como eu o mundo do futebol seria bem diferente, haveria um espírito mais construtivo, mais racional, e menos efusivamente alienado. O futebol seria como um jogo de ténis: civilizado, em que um bom jogo, com jogadores de boa técnica e bonita performance, seriam os principais pontos de atracção, muito mais do que saber de que lado se está.
Estou com certeza a delirar com outro país que não este. Mas se não se sonha não se constrói o presente nem o futuro.
O principal que eu queria aqui dizer, e que resulta do primeiro parágrafo, é que o que conta verdadeiramente é por um lado, o espectáculo, e por outro, as pessoas. O Paulo Bento é uma pessoa que pode não ter o brilhantismo do José Mourinho (mas também é mais novo), mas tem personalidade, diz o que pensa, e conseguiu logo no início da carreira resultados com uma equipa jovem e imatura, um orçamento muito inferior aos seus principais rivais e dando a cara em momentos que até nem devia ter sido ele a aguentar com isso. Gostei do Paulo Bento no Sporting, mas não gostei do Sporting sem o Paulo Bento. Quando o Paulo Bento treinar outra equipa, é bem possível que siga essa equipa. Assim como as pessoas que se revêm no estilo de Sir Alex Ferguson, ou de Pinto da Costa.
O que conta são as pessoas. As instituições são feitas de pessoas.
E se há maior prova de que o que conta são as pessoas, o José Mourinho está aí para o provar cada vez mais. Parecendo que não, o José Mourinho trouxe e está a trazer ao futebol mais do que uma revolução. Mas isso dava (e vai dar) outro post.
A pessoa que mais gostava de futebol lá em casa era o meu avô, mas ele morreu cedo, na minha infância, e o meu pai, embora interessado nas artes futebolísticas, nunca demonstrou uma grande paixão por esta modalidade, nem clubismo de qualquer espécie. Não tenho por isso um passado que me influencie num ou noutro sentido.
Mas se o passado é importante, o presente também o é, e eu nunca abdico de pensar pela minha cabeça, ao ponto de cometer muitas asneiras na minha pretensa sabedoria (leia-se ignorância), mas sempre com o propósito de aprender mais.
Ora, não descontando os papéis da genética e da formação familiar inicial, posso afirmar que, observando o fenómeno do futebol, o que eu quero mesmo é assistir a bons jogos.
Coisa que, curiosamente, os clubes em Portugal quase sempre insistem em não nos providenciar. Ficamo-nos pelo produto de segunda categoria que é assistir a acaloradas discussões entre treinadores de bancada que acham que o árbitro é um gatuno (parece que os há) ou que, depois de terem visto o lance vinte vezes, de cinco ângulos diferentes e em câmara lenta no conforto da sua cadeira, não havia maneira de o árbitro não ter visto aquela falta (escandaloso!). Ah, e nos últimos tempos até tivemos direito a ouvir umas deliciosas escutas entre árbitros e dirigentes no Youtube, algo que, ao contrário da SportTV, até é um espectáculo gratuito, mas de igual qualidade...
Ora bem, para mim, espectador, o futebol devia ser um jogo. Sim, um jogo. Uma competição saudável e uma forma de passar os tempos livres. Algo que as pessoas não levassem como a razão da sua existência, nem mesmo ainda que apenas durante o jogo ou nos momentos após. Sabem aquelas pessoas que ficam com um melão depois de o seu clube perder ? Até isso me parece um pouco exagerado. Depois há os hooligans, nome estrangeiro pomposo que até nem lhes faz jus, mas que é uma benesse que lhes confiro, hoje que estou bem disposto.
Mas vamos ao que interessa: como pessoa que sou e não uma qualquer espécie de Deus, não faço a menor ideia do que vai na cabeça de um adepto. Não sei, principalmente, no que o faz ser adepto deste ou daquele clube, algo que não seja tradição familiar ou do grupo de amigos. No fundo, sinto-me uma mulher.
É que nos dias que correm, uma equipa tanto tem jogadores de uma nacionalidade como de outra, tanto são transferidos de uma equipa para a sua rival, tanto o treinador é desta como daquela ao atravessar da rua. Um presidente de um clube tanto é adepto como gestor, e hoje está aqui e amanhã está ali.
O que é que define na sua essência um clube de futebol ? As glórias passadas ? Mas porquê ? Os grandes nomes que estão associados a determinado clube ? Sim, parece-me razoável, mas chega ? É que eles não definem nada no clube. A proximidade geográfica (é o clube lá da terra) ? Sim, mas se tudo muda como disse há pouco, e apenas ficam os tijolos e o telhado, o que é que isso interessa, ou, melhor, significa ?
O que é que leva as pessoas a serem de um clube, a apaixonarem-se por uma abstracção volátil que ninguém sabe muito bem onde ancorar ? Será mesmo das tradições familiares ? "Olha, na minha família são todos benfiquistas, nasci e cresci a assistir com a minha família e a torcer por este clube, afeiçoei-me. Pronto." Pois, é bem capaz de ser isto, acima de tudo.
É assim uma espécie de homenagem inconsciente ao nosso desenvolvimento enquanto pessoas, à nossa família, àqueles que nos dizem algo, que nos são queridos, às quais vamos buscar pontos de referência para nos situarmos no mundo. Todos precisamos de uma certa segurança, de um cantinho com que nos identifiquemos.
O que eu lamento é quando nada disto é pensado, mas apenas automatizado. Por estranho que pareça, a emoção que se sente por um clube é aqui, neste exemplo, fruto de uma mecanização, enraizada desde criança. Não deve haver pior emoção do que uma que é mecanizada.
E se há coisa que eu gostava que não acontecesse é os pais dizerem com orgulho "O meu filho ainda não tinha nascido e já o tinha inscrito como sócio do clube". Uma coisa é vibrar com os jogos, levar os filhos ao futebol, e mostrar quais as equipas que existem e as diferentes modalidades, outra bem diferente é filiar mais um. Todos sabemos que isso não é justo para a formação das escolhas e distorce a concorrência! Além do que é perfeitamente dispensável. Ninguém precisa de futebol para viver. E no entanto era bom que se pudesse ter a 'máquina por formatar' quando pudermos fazer as nossas escolhas no que não é essencial.
Mas, dizia eu, se por um lado temos os laços afectivos/familiares que nos ligam a determinada opção, ainda que involuntária e inconsciente, por outro temos o mundo globalizado, com liberdade de movimentos, e eu pergunto: esta ligação afectiva ainda faz sentido, mesmo para quem não pense muito no porque é que acredita ?
Qual é a ideia que um adepto do Chelsea tem ? O clube é detido por um russo, teve um treinador vindo de fora, português, que os levou a ganhar o campeonato pela primeira vez em 50 anos, com um plantel em que figuravam - ainda figuram - portugueses, ingleses, brasileiros, alemães. Depois os treinadores vão-se embora mais ano menos ano, chega outro, que imprime um estilo diferente, alguns jogadores são transferidos, até que às tantas são quase todos diferentes, e às tantas, o dono, que tanto tem um clube de futebol, como um iate de 30 metros, um dia pode passar o clube para outras mãos.
Que identidade há nisto ?
Eu percebo perfeitamente quando alguém me diz que é adepto do Manchester United: o Sir Alex Fergusson é treinador do clube desde 1986. Há uma linha condutora. O mesmo quando alguém me diz ser adepto do Futebol Clube do Porto, dirigido por Pinto da Costa desde 1982.
Em todos os outros clubes o sentimento de pertença acaba por desvanecer-se, digo eu.
Eu sei que se todos fossem como eu o mundo do futebol seria bem diferente, haveria um espírito mais construtivo, mais racional, e menos efusivamente alienado. O futebol seria como um jogo de ténis: civilizado, em que um bom jogo, com jogadores de boa técnica e bonita performance, seriam os principais pontos de atracção, muito mais do que saber de que lado se está.
Estou com certeza a delirar com outro país que não este. Mas se não se sonha não se constrói o presente nem o futuro.
O principal que eu queria aqui dizer, e que resulta do primeiro parágrafo, é que o que conta verdadeiramente é por um lado, o espectáculo, e por outro, as pessoas. O Paulo Bento é uma pessoa que pode não ter o brilhantismo do José Mourinho (mas também é mais novo), mas tem personalidade, diz o que pensa, e conseguiu logo no início da carreira resultados com uma equipa jovem e imatura, um orçamento muito inferior aos seus principais rivais e dando a cara em momentos que até nem devia ter sido ele a aguentar com isso. Gostei do Paulo Bento no Sporting, mas não gostei do Sporting sem o Paulo Bento. Quando o Paulo Bento treinar outra equipa, é bem possível que siga essa equipa. Assim como as pessoas que se revêm no estilo de Sir Alex Ferguson, ou de Pinto da Costa.
O que conta são as pessoas. As instituições são feitas de pessoas.
E se há maior prova de que o que conta são as pessoas, o José Mourinho está aí para o provar cada vez mais. Parecendo que não, o José Mourinho trouxe e está a trazer ao futebol mais do que uma revolução. Mas isso dava (e vai dar) outro post.
17 de maio de 2010
Se pudesse voltar atrás faria o mesmo ?
Esta é para mim uma das perguntas mais enganadoras de sempre.
Quando dizemos por exemplo que não gostámos de determinada experiência no passado, temos duas atitudes a tomar: a inteligente e a estúpida.
A estúpida é andar para sempre com um sentimento de tempo perdido, de arrependimento, angústia e culpa, e de sonhar o que se faria se se pudesse voltar atrás e sonhar com essa possibildade que nunca vai acontecer.
A atitude inteligente é considerar duas coisas muito simples: primeiro, não se pode voltar atrás, está feito, há que seguir em frente. Segundo, tudo aquilo por que passamos é útil.
Vamos lá distinguir uma coisa: o facto de dizermos e considerarmos que não gostámos de determinada experiência não é a mesma coisa que dizer que foi inútil, nem tão pouco uma coisa exclui a outra.
O facto de eu não ter gostado não significa que eu deva ter para mim que aquilo nunca devia ter acontecido.
O simples facto de eu o saber agora resulta justamente dessa experiência, o que é útil, se começarmos a encarar o PRESENTE e o FUTURO, em vez do PASSADO.
Portanto, o melhor a fazer é pegar em todos os dados da nossa experiência e através da meditação e análise dos mesmos com eles evoluir.
Se no meio dessas experiências tiver havido terceiros que ficaram magoados com a nossa atitude, de nada nos serve andarmos a penitenciarmo-nos para sempre. Reconhecer o erro, e fazer, com base no que aprendemos, o que puder ser feito para recompor (não necessariamente "repor") a situação. Ou pura e simplesmente reconhecer, com bom senso, que é tempo de cada um ir à sua vida.
O que me leva à pergunta inicial: "Se eu pudesse voltar atrás mudaria ou faria o mesmo ? " é um pergunta que parte de uma falsa premissa: eu só tomaria uma atitude diferente se tivesse prévio conhecimento das suas consequências, que é o caso, o seja, eu, com os conhecimentos que tenho hoje, viveria uma vida diferente, porque experienciar exactamente a mesma coisa duas vezes é inútil.
Mas isto é intelectualmente desonesto. O que a pergunta quer verdadeiramente dizer é: Você vive bem com todo o seu passado ? Resolveu o que tinha a resolver, extraiu de todas as experiências, boas e más, sábios conhecimentos para lidar com o presente e o que vier ? Isto é, você é uma pessoa equilibrada ?
Quando dizemos por exemplo que não gostámos de determinada experiência no passado, temos duas atitudes a tomar: a inteligente e a estúpida.
A estúpida é andar para sempre com um sentimento de tempo perdido, de arrependimento, angústia e culpa, e de sonhar o que se faria se se pudesse voltar atrás e sonhar com essa possibildade que nunca vai acontecer.
A atitude inteligente é considerar duas coisas muito simples: primeiro, não se pode voltar atrás, está feito, há que seguir em frente. Segundo, tudo aquilo por que passamos é útil.
Vamos lá distinguir uma coisa: o facto de dizermos e considerarmos que não gostámos de determinada experiência não é a mesma coisa que dizer que foi inútil, nem tão pouco uma coisa exclui a outra.
O facto de eu não ter gostado não significa que eu deva ter para mim que aquilo nunca devia ter acontecido.
O simples facto de eu o saber agora resulta justamente dessa experiência, o que é útil, se começarmos a encarar o PRESENTE e o FUTURO, em vez do PASSADO.
Portanto, o melhor a fazer é pegar em todos os dados da nossa experiência e através da meditação e análise dos mesmos com eles evoluir.
Se no meio dessas experiências tiver havido terceiros que ficaram magoados com a nossa atitude, de nada nos serve andarmos a penitenciarmo-nos para sempre. Reconhecer o erro, e fazer, com base no que aprendemos, o que puder ser feito para recompor (não necessariamente "repor") a situação. Ou pura e simplesmente reconhecer, com bom senso, que é tempo de cada um ir à sua vida.
O que me leva à pergunta inicial: "Se eu pudesse voltar atrás mudaria ou faria o mesmo ? " é um pergunta que parte de uma falsa premissa: eu só tomaria uma atitude diferente se tivesse prévio conhecimento das suas consequências, que é o caso, o seja, eu, com os conhecimentos que tenho hoje, viveria uma vida diferente, porque experienciar exactamente a mesma coisa duas vezes é inútil.
Mas isto é intelectualmente desonesto. O que a pergunta quer verdadeiramente dizer é: Você vive bem com todo o seu passado ? Resolveu o que tinha a resolver, extraiu de todas as experiências, boas e más, sábios conhecimentos para lidar com o presente e o que vier ? Isto é, você é uma pessoa equilibrada ?
5 de maio de 2010
Portugal, Estado laico ?
Estado laico, com rigor nas contas públicas em tempos de acentuada crise, com o PEC a ser escrutinado e antecipado na sua aplicação, num país com um crónico problema de competitividade e falta de produtividade ?
"Segundo António Costa, não há "uma contabilidade total" acerca dos custos da visita para a autarquia (...)" - Diário Económico, link aqui
De acordo com a revista Visão desta semana, no artigo intitulado "Terá o Papa impacto na economia ?" (pág 46-48), também o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que ""não há nenhuma estimativa dos custos da operação", alegando que esta é repartida por diferentes organismos "A avaliação só poderá ser feita a posteriori"". Igual resposta tem o Ministério da Administração Interna: "Questionado sobre os custos da operação de segurança, o Ministério da Administração Interna disse não dispor de números, embroa se saiba que forças de segurança especiais e serviços secretos participarão na operação de protecção de Bento XVI".
O próprio Cardeal Patriarca noutro dia defendeu (ler aqui no Público) que era preciso diminuir o número de cristãos faz-de-conta, numa atitude de proselitismo ao contrário, mas que só lhe fica bem.
No entanto, todas as escolas públicas vão fechar no dia 13, assim como as do concelho de Lisboa na tarde de dia 11 e as do concelho do Porto na manhã de dia 14, e os pais que tenham de ficar com os filhos e não os possam levar para o local de trabalho, têm também de tirar férias ou perder um dia e meio de salário, seja qual for a sua confissão religiosa, se a tiverem. - Notícia no Público, aqui.
Mas não se resume às escolas: de acordo com o despacho será concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas na administração central e nos institutos públicos ( - hospitais - notícias aqui e aqui, também estão abrangidos) tendo em conta “o interesse de grande número de portugueses em poderem estar presentes nas celebrações."
Portugal neste momento não tem Governo, nem governo, apenas ministros que se contradizem, um Primeiro Ministro que acumula trapalhadas no currículo sem que nada aconteça para se esclarecer a situação jurídica e política, jogos políticos à esquerda com as obras públicas e medidas populares como a da tolerância de ponto como a acima exposta, sem que haja a mínima noção, um cálculo que seja, dos custos para a sociedade em geral.
Os verdadeiros cristãos e católicos não se importariam nada de fazer esse sacrifício (que para muitos até não o seria de todo) de tirar um dia de férias, digo eu, afinal não é todos os dias que o Papa vem a Portugal.
O problema é que essa contabilidade não é feita. Presume-se inilidívelmente que a esmagadora maioria dos portugueses é católica praticante e que segue os ensinamentos e directrizes da Igreja.
Mas mesmo que fosse o caso, será que que o Estado deve ter este papel, especialmente em tempos de crise ?
Faz-me lembrar o motor da Europa, a Alemanha, em que para não se entregar uma parte dos impostos à Igreja é necessário ir a uma conservatória dizer expressamente, no papel, que não se professa aquela religião. Uma atitude deplorável e discriminatória, mas que não surpreende, num país em que é permitido que um partido se chame CDU - Christlich Demokratische Union (Christian Democratic Union), o que em Portugal, por exemplo é proibido (artigo 51.º, n.º 3 da Constituição), por muito que os miltantes do CDS gostassem que o "C" correspondesse à nomenclatura que usam de "Democratas-Cristãos".
- post actualizado no dia 05.05.2010, às 17:49
"Segundo António Costa, não há "uma contabilidade total" acerca dos custos da visita para a autarquia (...)" - Diário Económico, link aqui
De acordo com a revista Visão desta semana, no artigo intitulado "Terá o Papa impacto na economia ?" (pág 46-48), também o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que ""não há nenhuma estimativa dos custos da operação", alegando que esta é repartida por diferentes organismos "A avaliação só poderá ser feita a posteriori"". Igual resposta tem o Ministério da Administração Interna: "Questionado sobre os custos da operação de segurança, o Ministério da Administração Interna disse não dispor de números, embroa se saiba que forças de segurança especiais e serviços secretos participarão na operação de protecção de Bento XVI".
O próprio Cardeal Patriarca noutro dia defendeu (ler aqui no Público) que era preciso diminuir o número de cristãos faz-de-conta, numa atitude de proselitismo ao contrário, mas que só lhe fica bem.
No entanto, todas as escolas públicas vão fechar no dia 13, assim como as do concelho de Lisboa na tarde de dia 11 e as do concelho do Porto na manhã de dia 14, e os pais que tenham de ficar com os filhos e não os possam levar para o local de trabalho, têm também de tirar férias ou perder um dia e meio de salário, seja qual for a sua confissão religiosa, se a tiverem. - Notícia no Público, aqui.
Mas não se resume às escolas: de acordo com o despacho será concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas na administração central e nos institutos públicos ( - hospitais - notícias aqui e aqui, também estão abrangidos) tendo em conta “o interesse de grande número de portugueses em poderem estar presentes nas celebrações."
Portugal neste momento não tem Governo, nem governo, apenas ministros que se contradizem, um Primeiro Ministro que acumula trapalhadas no currículo sem que nada aconteça para se esclarecer a situação jurídica e política, jogos políticos à esquerda com as obras públicas e medidas populares como a da tolerância de ponto como a acima exposta, sem que haja a mínima noção, um cálculo que seja, dos custos para a sociedade em geral.
Os verdadeiros cristãos e católicos não se importariam nada de fazer esse sacrifício (que para muitos até não o seria de todo) de tirar um dia de férias, digo eu, afinal não é todos os dias que o Papa vem a Portugal.
O problema é que essa contabilidade não é feita. Presume-se inilidívelmente que a esmagadora maioria dos portugueses é católica praticante e que segue os ensinamentos e directrizes da Igreja.
Mas mesmo que fosse o caso, será que que o Estado deve ter este papel, especialmente em tempos de crise ?
Faz-me lembrar o motor da Europa, a Alemanha, em que para não se entregar uma parte dos impostos à Igreja é necessário ir a uma conservatória dizer expressamente, no papel, que não se professa aquela religião. Uma atitude deplorável e discriminatória, mas que não surpreende, num país em que é permitido que um partido se chame CDU - Christlich Demokratische Union (Christian Democratic Union), o que em Portugal, por exemplo é proibido (artigo 51.º, n.º 3 da Constituição), por muito que os miltantes do CDS gostassem que o "C" correspondesse à nomenclatura que usam de "Democratas-Cristãos".
- post actualizado no dia 05.05.2010, às 17:49
4 de maio de 2010
Cruzei-me com um blog, comentei, e decidi colocar aqui também:
Hoje cruzei-me com dois blogs interessantes e que aproveito para recomendar: o bitaites.org, e o citadino.blogspot.com
Não sei porquê, mas chamou-me em particular a atenção um post no citadino intitulado "A evolução tecnológica está a roubar os nossos empregos?".
E, como não concordava em absoluto com o teor do texto a partir de certa altura, e, igualmente com a conclusão que o autor do post retirava do texto que acabara de traduzir, comecei a escrevinhar um comentário que está lá publicado, e que, às tantas, me pareceu digno de constar também aqui, como post autónomo.
Aqui vai:
Aproveito, nesta primeira visita proveitosa, para lhe dar os parabéns pelo blog, mas também para discordar aqui neste post que me chamou a atenção:
Tudo o que disse inicialmente sobre a impossibilidade de permanecer uma situação de desemprego a longo prazo com a introdução de novas tecnologias e maquinarias parece-me certo e advém da experiência que a humanidade foi coleccionando, mas depois chega ao "agora" e parece perder a objectividade e a perspectiva histórica e desaba no dito pessimismo ludita que tão bem trouxe à discussão.
Há inúmeros exemplos que podia citar para demonstrar que a tese de que o automatismo vai retirar os empregos a ponto de implicar uma reformulação do paradigma económico está errada, mas cito apenas dois.
(Atenção, não digo que não seja desejável fazer uns ajustes - de monta - de equidade no paradigma, mas não é certamente por culpa da tecnologia que os ajustes são necessários.)
Primeiro, a tecnologia, como reflexo do progresso da sabedoria humana que é, permite-nos unicamente continuar a seguir em frente. Tenho a ideia que até foi o ministro da agricultura que mencionou isto noutro dia, e, embora patusco, o exemplo é verdadeiro: das carroças puxadas por bois ou burros passámos para os veículos a motor e deixou de exisitr a necessidade de ter uma indústria de carroças e criações tão grandes de burros e bois, e alimentação para os ditos, e toda a logística que isso implica, mas passou a haver a necessidade de mecânicos e oficinas e toda uma indústria à volta - óleo para o motor, filtros, pastilhas de travões, petróleo(!), escolas de condução, instrutores, fábricas que produzem semáforos e sinalética de trânsito, entre muitas outras, e, além disso, não foi por isso que deixou de haver uma pessoa a comandar os destinos da carroça, ou do automóvel.
Ou seja, além das indústrias ligadas ao desenvolvimento da tecnologia, haverá sempre emprego para o motorista. E digo isto tanto no sentido literal como metafórico. Se pudesse resumir diria: quem é que repara a máquina que repara a máquina se não houver máquina para reparar a máquina ? Há sempre o criador da máquina.
Pergunte-se porque é que ainda hoje, com todos os computadores, as linhas de metro e comboio são vigiadas por humanos e as carruagens são "conduzidas" por humanos. Em bom rigor podia ir sem tripulação - aquilo vai sobre carris, o que é que aquilo tem de difícil para um computador ? Nada. Mas se as coisas correm mal ao computador, tem de lá estar alguém para tomar uma decisão, reagir, activar o meio mecânico, à moda antiga, para nos salvar a nós todos. Ou pura e simplesmente para tomar uma decisão que "sai do sistema", e que se inclui na esfera da política.
Os clubes de vídeo, tema recente da actualidade, por exemplo, estão condenados a deixar de existir. Mas agora há empregos na indústria da fibra óptica, dos computadores, na indústria dos conteúdos digitais, online, etc. Outro caso: há 50 anos não havia jogos de computador. Hoje já quase não se fabricam piões de madeira, mas há uma indústria fulgurante de jogos, programadores, criadores de arte digital, fabricantes de placas gráficas, etc
Segundo, a própria indústria da tecnologia cria empregos: quem é que desenvolve continuamente as máquinas que nos facilitam a vida (e ao mesmo tempo revelam novas possibilidades de progredir, ou seja, novas complicações, fazendo o ciclo de inovações continuar e com isso novas necessidades de mão-de-obra especializada), seja na agricultura, nas pescas, na aviação, na confeccção têxtil, na alimentação, nas comunicações, no entertenimento, etc? Quem é que as comercializa, distribui, repara, dá assistência técnica e comercial ?
As máquinas ? As máquinas não têm o imaginário humano. Poderia conjecturar aqui um cenário em que sim, mas eu sou péssimo a fazer futurologia; contudo uma certeza tenho: no dia em que isso acontecer, nós cá estaremos para ter uma ideia melhor (ou seja, não acredito nada que as máquinas venham a ter o nosso imaginário). Afinal somos nós que criamos as máquinas e as aperfeiçoamos.
Mas acima de tudo, acreditar que a tecnologia nos vai roubar os empregos é acreditar que quando esse dia chegar, o ser humano e tudo o que nos rodeia chegou ao limite da transformação, da evolução, da criatividade. E isso é negar toda a história que temos para trás e toda a lógica que subjaz à existência "tout court". É a criação ultrapassar o criador, em todos os sentidos. E isso é uma subversão da lógica impossível, no meu entender.
Felizmente, (penso que) está enganado.
Não sei porquê, mas chamou-me em particular a atenção um post no citadino intitulado "A evolução tecnológica está a roubar os nossos empregos?".
E, como não concordava em absoluto com o teor do texto a partir de certa altura, e, igualmente com a conclusão que o autor do post retirava do texto que acabara de traduzir, comecei a escrevinhar um comentário que está lá publicado, e que, às tantas, me pareceu digno de constar também aqui, como post autónomo.
Aqui vai:
Aproveito, nesta primeira visita proveitosa, para lhe dar os parabéns pelo blog, mas também para discordar aqui neste post que me chamou a atenção:
Tudo o que disse inicialmente sobre a impossibilidade de permanecer uma situação de desemprego a longo prazo com a introdução de novas tecnologias e maquinarias parece-me certo e advém da experiência que a humanidade foi coleccionando, mas depois chega ao "agora" e parece perder a objectividade e a perspectiva histórica e desaba no dito pessimismo ludita que tão bem trouxe à discussão.
Há inúmeros exemplos que podia citar para demonstrar que a tese de que o automatismo vai retirar os empregos a ponto de implicar uma reformulação do paradigma económico está errada, mas cito apenas dois.
(Atenção, não digo que não seja desejável fazer uns ajustes - de monta - de equidade no paradigma, mas não é certamente por culpa da tecnologia que os ajustes são necessários.)
Primeiro, a tecnologia, como reflexo do progresso da sabedoria humana que é, permite-nos unicamente continuar a seguir em frente. Tenho a ideia que até foi o ministro da agricultura que mencionou isto noutro dia, e, embora patusco, o exemplo é verdadeiro: das carroças puxadas por bois ou burros passámos para os veículos a motor e deixou de exisitr a necessidade de ter uma indústria de carroças e criações tão grandes de burros e bois, e alimentação para os ditos, e toda a logística que isso implica, mas passou a haver a necessidade de mecânicos e oficinas e toda uma indústria à volta - óleo para o motor, filtros, pastilhas de travões, petróleo(!), escolas de condução, instrutores, fábricas que produzem semáforos e sinalética de trânsito, entre muitas outras, e, além disso, não foi por isso que deixou de haver uma pessoa a comandar os destinos da carroça, ou do automóvel.
Ou seja, além das indústrias ligadas ao desenvolvimento da tecnologia, haverá sempre emprego para o motorista. E digo isto tanto no sentido literal como metafórico. Se pudesse resumir diria: quem é que repara a máquina que repara a máquina se não houver máquina para reparar a máquina ? Há sempre o criador da máquina.
Pergunte-se porque é que ainda hoje, com todos os computadores, as linhas de metro e comboio são vigiadas por humanos e as carruagens são "conduzidas" por humanos. Em bom rigor podia ir sem tripulação - aquilo vai sobre carris, o que é que aquilo tem de difícil para um computador ? Nada. Mas se as coisas correm mal ao computador, tem de lá estar alguém para tomar uma decisão, reagir, activar o meio mecânico, à moda antiga, para nos salvar a nós todos. Ou pura e simplesmente para tomar uma decisão que "sai do sistema", e que se inclui na esfera da política.
Os clubes de vídeo, tema recente da actualidade, por exemplo, estão condenados a deixar de existir. Mas agora há empregos na indústria da fibra óptica, dos computadores, na indústria dos conteúdos digitais, online, etc. Outro caso: há 50 anos não havia jogos de computador. Hoje já quase não se fabricam piões de madeira, mas há uma indústria fulgurante de jogos, programadores, criadores de arte digital, fabricantes de placas gráficas, etc
Segundo, a própria indústria da tecnologia cria empregos: quem é que desenvolve continuamente as máquinas que nos facilitam a vida (e ao mesmo tempo revelam novas possibilidades de progredir, ou seja, novas complicações, fazendo o ciclo de inovações continuar e com isso novas necessidades de mão-de-obra especializada), seja na agricultura, nas pescas, na aviação, na confeccção têxtil, na alimentação, nas comunicações, no entertenimento, etc? Quem é que as comercializa, distribui, repara, dá assistência técnica e comercial ?
As máquinas ? As máquinas não têm o imaginário humano. Poderia conjecturar aqui um cenário em que sim, mas eu sou péssimo a fazer futurologia; contudo uma certeza tenho: no dia em que isso acontecer, nós cá estaremos para ter uma ideia melhor (ou seja, não acredito nada que as máquinas venham a ter o nosso imaginário). Afinal somos nós que criamos as máquinas e as aperfeiçoamos.
Mas acima de tudo, acreditar que a tecnologia nos vai roubar os empregos é acreditar que quando esse dia chegar, o ser humano e tudo o que nos rodeia chegou ao limite da transformação, da evolução, da criatividade. E isso é negar toda a história que temos para trás e toda a lógica que subjaz à existência "tout court". É a criação ultrapassar o criador, em todos os sentidos. E isso é uma subversão da lógica impossível, no meu entender.
Felizmente, (penso que) está enganado.
Hmmm... cheguei à seguinte conclusão:
Não posso divorciar-me deste blog!
Parece que nunca cheguei a casar-me. Isto no início era um namoro, depois passou a união de facto e, como eu entendo que o casamento é uma instituição obsoleta e contrária à natureza humana (isto vai dar um post um dia destes para explicar melhor), eu nunca me poderia ter casado em primeiro lugar.
Portanto, dito de outra forma, o que vai acontecer é o seguinte, "business as usual" (ou seja, quando me der na telha), porque uma união de facto é dinâmica e não há cá obrigações impossíveis de cumprir, apenas bom senso e responsabildidade, mas aviso já que vou alterar o design de uma ponta à outra, porque esta coluna de texto, por exemplo, é muito estreita e tudo o resto é uma adaptação simplória de um template básico pré-fabricado pelo equipa do blogger.
Parece que nunca cheguei a casar-me. Isto no início era um namoro, depois passou a união de facto e, como eu entendo que o casamento é uma instituição obsoleta e contrária à natureza humana (isto vai dar um post um dia destes para explicar melhor), eu nunca me poderia ter casado em primeiro lugar.
Portanto, dito de outra forma, o que vai acontecer é o seguinte, "business as usual" (ou seja, quando me der na telha), porque uma união de facto é dinâmica e não há cá obrigações impossíveis de cumprir, apenas bom senso e responsabildidade, mas aviso já que vou alterar o design de uma ponta à outra, porque esta coluna de texto, por exemplo, é muito estreita e tudo o resto é uma adaptação simplória de um template básico pré-fabricado pelo equipa do blogger.
12 de abril de 2010
Vou divorciar-me deste blog
Foi bom enquanto durou, mas o propósito está preenchido.
Esta foi mais uma etapa na progressão do discurso, na argumentação, na troca de ideias. Um agradecimento especial a todos os frequentadores assíduos desta casa, e uma saudação geral a todos os que por cá passaram. Este blog, agora arquivo, fica à vossa disposição ad eternum, ou até apetecer ao blogger ou a mim :D
O novo blog, a ser criado brevemente, será divulgado aqui. (Já criado)
Aqui fica um "até já" dinâmico:
Esta foi mais uma etapa na progressão do discurso, na argumentação, na troca de ideias. Um agradecimento especial a todos os frequentadores assíduos desta casa, e uma saudação geral a todos os que por cá passaram. Este blog, agora arquivo, fica à vossa disposição ad eternum, ou até apetecer ao blogger ou a mim :D
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